Um registo de paragem combina intervalo definido por transições, relação com o plano produtivo e motivo confirmado. Esses factos não vêm todos de um sensor. Separe deteção automática e explicação do operador para mostrar o conhecido e o que precisa de revisão.
Defina o intervalo
Que condição indica paragem? Bit de funcionamento, contador imóvel e código de avaria podem ajudar, com limitações. Um contador parado pode significar paragem, ciclo longo ou espera. Valide no processo real.
Início e fim seguem regras documentadas iguais. Oscilações podem criar muitas paragens curtas. Se filtrar ou juntar intervalos, especifique consistentemente. Filtros distintos geram totais contraditórios.
Motivo não é marca temporal
Registe primeiro o evento. Se desconhecido, mantenha o motivo até confirmação adequada. Atribuir uma causa obrigatória predefinida cria completude aparente sem informação fiável.
| Campo | Evidência |
|---|---|
| Início e fim | Transições verificadas |
| Planeada ou imprevista | Calendário e definições |
| Motivo | Confirmação do operador ou manutenção |
| Correção | Utilizador autorizado e auditoria |
O dicionário deve ser curto para usar e específico para decidir. Códigos muito amplos perdem valor; centenas de semelhantes favorecem inconsistência. Alterações precisam de relação explícita com relatórios históricos.
Evento ilustrativo
A máquina entra em espera às 10:15 e retoma às 10:27. Regista-se motivo desconhecido; depois o operador confirma espera de material. Conserve separados os 12 minutos e a hora da confirmação, sem sugerir conhecimento automático inicial.
Se também faltou comunicação, avalie certeza dos limites. Duas leituras isoladas não estabelecem todos os estados intermédios. Sem eventos fiáveis, a parte sem evidência permanece desconhecida.
Reprocessamento e auditoria
Eventos tardios alteram limites. Defina recálculo e apresentação da revisão. O reenvio mantém identidade para não criar outra paragem. Deduplicação pertence ao processamento, não apenas à vista.
Correções dependem da função. Guarde autor, valor anterior e motivo. Apagar eventos para acertar totais dificulta resolver discordâncias. Preserve evidência permitindo correções justificadas.
Verificações de aceitação
Teste pausas, esperas breves, avarias, lacunas e paragens entre turnos. Compare com cronologia preparada. Observe consistência dos motivos e acesso a eventos não classificados.
Fiabilidade vem de registos explicáveis e confirmação prática. Uma percentagem atraente não prova que intervalos e causas estejam certos.
Resolva explicitamente a ambiguidade
A máquina deixa de comunicar às 10:12 e reconecta parada às 10:18. Isso não prova que tenha parado às 10:12; pode ter trabalhado parte do tempo. Marque seis minutos desconhecidos salvo outra fonte fiável ou observação documentada. O último estado não justifica reescrever toda a lacuna.
Se depois o operador confirmar uma hora, conserve o intervalo original e a interpretação com autor e data. Distinguir automático e manual ajuda a avaliar força da evidência e a explicar versões anteriores após recálculo.
Trate motivos sobrepostos deliberadamente. Pode haver espera de material e manutenção simultâneas. Escolha um motivo principal com notas ou uma hierarquia documentada. Contar integralmente ambos pode inflacionar duração. Acorde e teste o método.
Mantenha códigos úteis aos operadores
O catálogo inicial reflete decisões possíveis. Categorias amplas orientam pouco; muitas quase iguais incentivam inconsistência. Reveja não classificados: pode faltar código, evidência ou um processo rápido. Não obrigue a inventar precisão.
Siga uma paragem curta, pausa planeada e avaria longa até ao relatório. Verifique início e fim do período. Uma paragem entre turnos deve aparecer nos dois sem duplicar toda a duração. Documente se os tempos vêm da fonte ou da deteção por consulta.
Defina quem resolve provisórios e quando se considera um período revisto. Um atraso acumulado nos motivos enfraquece recolha automática fiável. Leve classificações, sinais e revisão atual ao levantamento. O objetivo é explicar as paragens, deixando visível a incerteza onde a causa não pode ser estabelecida.